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FILME DO MÊS

Gênero: Drama

Ano de lançamento: 2010

Duração: 2h09min

Sinopse:

Sinopse

Benjamin Esposito (Ricardo Darín) se aposentou recentemente do cargo de oficial de justiça de um tribunal penal. Com bastante tempo livre, ele agora se dedica a escrever um livro. Benjamin usa sua experiência para contar uma história trágica, a qual foi testemunha em 1974. Na época, o Departamento de Justiça onde trabalhava foi designado para investigar o estupro e consequente assassinato de uma bela jovem. É desta forma que Benjamin conhece Ricardo Morales (Pablo Rago), marido da falecida, a quem promete ajudar a encontrar o culpado. Para tanto ele conta com a ajuda de Pablo Sandoval (Guillermo Francella), seu grande amigo, e com Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil), sua chefe imediata, por quem nutre uma paixão secreta.

Informações: Adoro Cinema.

 

Indicação da associada Suzane Maria Carvalho do Prado:

Posso enumerar como razões para assistir este filme, a história que ele conta, o elenco e os questionamentos que traz.

É uma história bem construída da busca da autoria de um crime, que contém outras; como de um oficial de promotoria (Benjamin Espósito) que, aposentado, vai escrever um livro e percebe que não consegue libertar-se de um caso não solucionado na época; do crime que vitimou Liliana (o caso não esclarecido); do regime vigente na Argentina (isto se passa na primeira metade da década de 1970); da amizade entre dois homens (Espósito e Sandoval); de um sentimento reprimido (Irene e Espósito); de até onde vai a busca pela justiça.

Determinante também o elenco, na medida em que sou fã declarada de Ricardo Darín (que conheci ao assistir “El hijo de la novia”, mas que se supera em cada película. Imperdível “Relatos salvajens”, tendo o mesmo como protagonista).

Por fim, o incômodo que fica na forma como se faz (ou se pensa) fazer justiça. Descoberto o autor do assassinato de Liliana – claro que por Espósito e seu amigo, já depois de arquivado o caso –, se esperava o óbvio, a aplicação da pena. Foi aplicada, “retirada” pelo governo, e reaplicada, agora, em meu sentir, não mais como pena e sim como … (melhor deixar que cada qual tenha a palavra que lhe conforte para completar esta frase).

Embora sem uma trilha sonora que valha menção ou uma fotografia que marque, é um filme que vale pelo todo. Ganhou Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010 e merece lugar cativo em memórias-afetivas-cinéfilas.

Referências:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-171223


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